24
jun
10

O recomeço

Ah que saudades de poder transformar meus pensamentos em texto, fazem inúmeros meses que não passo por aqui. Fugi, fui fraco, eu admito. Mas pela 149ª vez a vida me da a oportunidade de um recomeço.

A história vai ser longa, então é bom começá-la a contar:

Nas últimas aparições que fiz no mundo virtual expliquei o quanto eu era apaixonado por um amigo meu do trabalho, o quanto eu o amava cegamente e o quanto eu faria tudo pra poder fazê-lo feliz. Desde então ocorreram muitas coisas, não muitas positivas, mas eu cada vez que olho pro céu percebo o quanto a vida me dá lições e me ensina como me enfrentar diante deste mundo de tanto sofrimento

No último post, eu estava de férias do trabalho, eu e “ele”… Foram longos 25 dias sem vê-lo, ele sumiu, não aparecia no MSN, não respondia emails e SMS’, não entrava no orkut, ou seja, não dava sinal de vida nenhum. E foi aos poucos que eu fui percebendo o quanto eu era insignificante na vida dele, apesar de saber que ele gosta de mim como um amigo, sabia que eu não era a pessoa que ia fazer a diferença na vida dele. Estava entrando em depressão, afogado de amor, já não sabia mais o que fazer, pensei em chutar o balde, cheguei a escrever inúmeros emails gigantescos explicando tudo o que sentia por ele, (in)felizmente não mandei nenhum e apaguei todos derramando lágrimas no teclado do meu notebook.

Após voltarmos ao trabalho no mesmo dia, eu já estava com olheiras enormes de noites mal dormidas em que só conseguia pensar nele e no caso, até meus pensamentos se viraram contra mim, pois antes eu pensava e me iludia que poderíamos estar juntos, que poderíamos ser felizes mas meus pensamentos eram apenas que eu fracassei e que o que eu mais queria nunca ia acontecer. Meu primeiro dia de volta das férias foi péssimo, eu estava em depressão e cheguei sorrateiramente na minha mesa, sem falar muito e olhar pros lados. Mas aos poucos as pessoas foram chegando e me perguntando como tinha sido as férias, e “cadê seu bronzeado?” Como sempre, eu conseguia enrolar bem as pessoas, falava “As férias foram legais, passei alguns dias na praia, usei bastante protetor, mas fiquei mais por São Paulo mesmo por falta de dinheiro”, eu até que minto bem, meu sorriso falso chega a convencer, mas a verdade é que passei todo tempo dentro do meu quarto me lamentando.

Foi quando ELE veio na minha mesa falar comigo, todo feliz, achando que eu era o mesmo de antes das férias (o iludido que queria se mostrar positivo pra conquistar seu amor), veio com seu sorriso incrível e espírito contagiante, me perguntou se eu estava bem e como foram as férias… tratei de dar a mesma resposta mas com menos falsidade no sorriso e logo me mandei pra ir tomar café. Já não conseguia mais esconder minha tristeza, neste e nos dias seguintes, fugi de tudo e de todos, ia almoçar sozinho, mudei meu horário, ia e voltava sem ele (eu moro no caminho da casa dele, então agente voltava junto antes). Cada vez mais distante, e isso me fez com que ele se afastasse de mim, a ponto de quase não nos falarmos mais, eu me sinta uma pessoa horrível, um nada. Até meus chefes estavam percebendo uma queda no meu ritmo de trabalho, pois eu já não produzia nada, ficava o dia inteiro na frente do computador olhando pro nada.

Foi quando eu decidi que eu tinha que tomar alguma atitude na minha vida, tinha que voltar a ter algum animo pra viver, se não eu seria demitido e estaria a ponto de fazer besteiras na vida. Tentei me reanimar, aos poucos voltei a conversar com todos e ir almoçar com meus amigos e com ELE mas com uma promessa: Que eu não iria mais me iludir e ter sempre em mente a idéia de que ele já namora e que nunca iria acontecer algo entre nós. E FUNCIONOU!!!! quer dizer, nas primeiras semanas… meu plano mirabolante foi um fracasso e até hoje me vejo amarrado a este sentimento. Voltei a estar apaixonado pois ele é uma pessoa de muitas qualidades e que me trata muito bem como amigo. CORAÇÃO BURRO DA PORRA!!!!!

A situação na nossa empresa é estável mas não é das melhores então acabou aparecendo oportunidade em uma outra empresa melhor e eu e ele começamos a fazer o processo seletivo, fomos juntos até a 3ª fase, em todas passamos e estávamos super confiantes. A 4ª fase era a final e avisaram que iriam demorar 2 semanas para ligarem pra marcar a entrevista. Pois bem, não deu uma semana e me ligaram, fui fazer a entrevista com o gerente responsável desta nova empresa e pra minha surpresa EU PASSEI!!!! (estou de emprego novo). E os dias se passavam enquanto aguardávamos ligarem pra ele, eu estava mais ansioso que ele, e estava com um nó na cabeça. Apesar que eu queria que ele passasse pois pra ele seria um salto importante pra sua vida, ao mesmo tempo eu não queria que ele passasse pois se não eu continuaria a ver ele todos os dias e essa paixão nunca acabaria. Pois bem, 3 semanas se passaram e nada de ligarem, até que eu dei a idéia de que ele ligasse e perguntasse se ele tinha passado. E ele fez isso, do meu lado, percebi que ele estava tenso e segurei no ombro dele como apoio pra quela hora… A mulher pediu um segundo que estava verificando, e logo após um tempo ele falou “Ah tudo bem, muito obrigado” e desligou… Nessa hora meu coração se partiu em um quadrilhão de pedaços enquanto ele falava “É não deu certo =\”. Não sabia o que falar nem do que pensar.

Mas uma culpa caiu em cima dos meus ombros nas horas seguintes: Eu desejei que ele não passasse pois poderia me livrar deste inferno que eu estava preso, e o universo atendeu meu pedido, mas eu pude ver nos olhos dele o quanto ele ficou triste, até nos outros dias ele me falou que mal conseguiu dormir pensando no que ele tinha falhado, de novo eu me senti um merda mas hoje estou com esperanças de que minha vida possa melhorar um pouco.

Amanhã será o último dia no meu trabalho antigo, será provavelmente a última vez que eu verei ele e não sei como segurarei as lágrimas ou como vou reagir ao falar tchau, será muito difícil.

Hoje numa conversa aleatória sobre a vida, ele me disse a seguinte frase “Se você tem vontade de fazer algo, você deve fazer”. Tratei logo de responder que nem todas atitudes eram fáceis de ser tomadas pois pra tudo há conseqüências (boas ou ruins), ele disse que mesmo assim devemos arriscar um pouco na vida e eu retruquei “Você acha que devemos arriscar perder uma amizade?” Ele não respondeu nada e a conversa acabou.

Isto é como está minha vida, da mesma forma mas talvez com uma prespectiva de melhora, quem sabe na nova empresa eu encontre alguém, agente nunca sabe o que o futuro nos aguarda.

Mas estou com pensamentos positivos, estou tentando me manter alegre e útil para as pessoas. ME DESEJEM SORTE NA VIDA :)

07
fev
10

Como a distância ajuda

Olá leitores, antes de tudo tenho que me desculpar por tantos dias sem postar…. É que estou de férias e mesmo sem ter viajado pra muito longe eu quis ficar um tempo sem internet e principalmente quis tentar dar uma faxina na minha mente, me afastar de tudo que me faz mal, essa é a forma que meu cérebro acha de tentar melhorar quem eu sou e por toda essa bagunça em ordem.

Já estou a quase 1 mês sem ver a pessoa que eu gosto, e praqueles que sempre sabiam, sim a distância ajuda, não seguir a mesma rotina todo dia e ficar sem vê-lo ajudou em muito essa pobre cabecinha perdida. Não que eu tenha o esquecido, ou deixado de gostar dele como anteriormente mas o cérebro acostuma com a falta e o coração dá uma acalmada. O problema será daqui alguns dias ver ele denovo, tenho medo de toda aquela depressão se assolar em mim denovo mas juro que estou tentando me preparar pra esse momento e não deixar com que eu me iluda denovo. JURO QUE ESTOU TENTANDO MELHORAR =\

Vocês as vezes se sentem mal por compartilhar seus problemas? Eu as vezes me sinto… mesmo sem conhecer os leitores daqui, o meu último post foi muito sentimental, as vezes me sinto mal de ter que contar essas coisas pra alguém, me sinto mal mesmo, mas agora já foi, já passou…

Aqui estou devolta, prometo não ficar tanto tempo longe das postagens.
E sim, eu estou melhor e tentando melhorar cada dia mais.

;)

27
jan
10

Eu já morri

Olá pessoas que estão ai, desculpem a demora pra fazer outro post, as vezes gosto de me afastar das coisas pra refletir sobre a vida. Este post não será a respeito disso, mas caso a curiosidade bata: Eu nao chutei o balde, como dizia no post anterior, conto depois tudo. Continuando…

——————————————————–

O título desse post pode parecer estranho, mas é verdade. Eu já morri, à exatos 8 anos quando eu tinha apenas 14. Meu corpo, apesar de me mandar inúmeros sinais que as coisas não estão bem, esse sim ainda está vivo… mas minha alma, o “eu” dentro de mim morreu já faz algum tempo.

Olho para mim quando eu era pequeno e lembro de um menininho bonitinho, de olhos azuis que todos amavam… Eu sempre fui a criança mais esperta da sala, tinha as melhores notas, adorava esportes, correr, pular, fazia piadas de tudo, era um brincalhão e apaixonado pela vida, me batizei aos 10 anos como é costume, ia a missa aos domingos, era um muleque obediente e educado. Foi quando aos 14 anos minha vida veio abaixo, pois apesar de tão novo descobri que tinha câncer de pele (sim, sou branquinho de olhos claros) e após o diagnóstico minha vida começou a ser um inferno. Intermináveis remédios que me fizeram ter descontroles hormonais muito fortes, eu cresci muito rápido, meu cabelo despencou, acnes explodindo, entre outros problemas os quais não me sinto a vontade de contar. Alguns desses efeitos só estou conseguindo contornar 8 anos depois, meu cabelo cresceu denovo, apesar que algumas partes não voltam mais o médico falou, controlei minha acne com remédios mais fortes ainda, mas me restam muitos problemas, alguns que não há cura. Posso parecer um chorão pra qualquer um que aqui lê, mas depois de 5 cirurgias e muitas cicatrizes acho que só eu realmente sei o lixo que eu me sinto. Nunca pude ir em piscinas ou praia com meus amigos, nunca tirei a camiseta fora do meu quarto por ter tanta vergonha de como sou.

Já gastei mais de 20 mil reais do meu bolso com tratamentos médicos, dinheiro esse que com certeza um rapaz de 22 anos estaria gastando com viagens, cursos, diversão, sexo, carros, barzinhos, baladas, tecnologia, etc.

Conforme o tempo foi passando, fui cada vez mais deixando de acreditar em Deus, até hoje em que considero a possibilidade de sua existência zero. Tanto pelo fato de que caso ele exista, ele me castigou, esqueceu de mim e fez minha vida se tornar um lixo, como pelo mundo em geral, pessoas passando fome, desgraças acontecendo todo dia. Respeito muito as pessoas que acreditam em Deus mas não consigo aceitar como as pessoas acreditam em Deus na forma que as religiões os descrevem. Afinal, quem precisa de paz quando matar em nome de Deus te leva pro céu?

Já pensei muitas vezes em tirar minha vida mas como não existe um modo fácil e limpo não vou fazer isso… Minha vida já acabou a muito tempo mesmo, apenas meu corpo está aqui presente. Não tenho a maioria das coisas que quero e vivo cada dia mais triste.

Desculpem o desabafo, queria poder vir aqui contar como tudo deu certo pra mim, quem sabe um dia…
Podem me julgar.
Até uma próxima.

19
jan
10

O começo do fim

Comecei essa semana a fase “chutando o balde”, estou dando muitas indiretas pro cara que eu gosto, no trabalho ficamos conversando e eu fico provocando, como ele mora perto de mim, nos encontramos na ida e de tarde voltamos junto, fico cutucando ele, abraçando (nada exagerado), enfim, pra ver qual a reação dele.

Acho que nem estou fazendo isso pra ver se sai algo dele, pois cada dia mais fico convencido que ele é 100% hetero, estou fazendo isso mesmo pra poder quebrar a cara, somente assim vou (não sem sofrimento) poder tocar minha vida.

Por pior que possa parecer, ele começou a conversar comigo das “ex” dele, de como ele xavecava as meninas e até uma notícia de internet que eu mandei pra ele ler ele me retornou falando coisas de mulher. Não sei se ele está percebendo e tá me cortando, estou confuso e louco.

Tenho 22 anos, e no auge da minha vida fiquei com meu amor platônico por mais de um ano, jogando parte da melhor fase da minha vida fora. Algo dentro de mim diz que fazer isso será um arrependimento enorme, pois a cada dia mais também me convenço que ele é tudo que eu mais quero pra mim. Estou cada dia mais perdendo a parte “lúcido” que até dá nome ao meu blog, me vejo mais perdido e louco de amor, inclusive “chutar o balde” não está sendo parte do meu raciocínio lógico pois isso trará muitas consequências… mas será a única forma de continuar (ou não) a viver.

Semana que vem, eu e ele estaremos de férias, o que significa que não nos veremos por quase um mês então essa semana vou chutar o balde de vez. Só não escrevo “e vamos ver no que vai dar” pois está obvio do que vai acontecer, só prezo pelo que minha vida continue depois desse momento. Talvez tudo isso um dia passe, mas com certeza será uma ferida muito grande que vou levar até o último dia da minha vida.

Acabo com um trecho de uma música do Michael Jackson (adaptada) que resumi o que estou sentindo.

“He’s out of my life
He’s out of my life
And I don’t know whether to laugh or cry
I don’t know whether to live or die
And it cuts like a knife
He’s out of my life”

17
jan
10

Ser gay em público

Esses dias estava entrando no metrô aqui em São Paulo onde moro e bem na escada havia 2 rapazes sentados um ao lado do outro se beijando, eram aquelas bibinhas que fazem questão de mostrar que são viadíssimos porque tinham até a unha pintada de rosa, o tipo de pessoa que eu não vou muito com a cara, tirando esse fato pra mim duas pessoas se beijando é uma coisa super normal em público. Conforme fui descendo a escada e me aproximando deles, dava pra reparar nitidamente que, vamos dizer, 90% das pessoas que passavam, olhavam e faziam aquela nítida cara de reprovação pra tal cena, era horário de pico, passava muita gente.

Esse fato me chamou muito a atenção, pois mesmo pra mim sendo uma coisa normal, eu vi aquela cena com dois pontos de vista diferentes, o meu, e o ponto de vista de qualquer outra pessoa ali passando, é como se eu tivesse entrado no corpo daquelas pessoas que passavam e estive olhando pelos olhos delas e por incrível que pareça aquela cena me pareceu estranha mesmo, não sei, talvez eu me imaginei como sendo o cara que estivesse beijando o outro em público e todas as pessoas me olhando com nojo.

Não sou muito de ligar pra opnião dos outros mas isso não me parece algo que eu gostaria de passar, era intimidador… Fui pesquisar por ai na internet e vi relatos de muitos casais gays (discretos) que saem e vão a restaurantes normais, ou vão em reuniões de família e por “respeito” não se beijam em público pra não “chocar” aqueles que olham. Por mais que aquelas pessoas sejem “obrigadas” a aceitar ver aquela cena, pois homofobia é crime.

Mesmo que eu tivesse namorando um cara, eu não queria me isolar em ter que ir apenas em restaurantes, bares, boates e outro lugares específicos para gays, eu queria frequentar lugares normais com meus amigos (heteros ou nao) mas também pensando por outra visão não queria que ninguém me visse como um monstro que está ali em território inimigo. Não sejamos hipócritas, pois eu convivo apenas com heterosexuais, sempre que estou com meus amigos e tem um gay no local todos comentam: “olhem tem um cara ali, etc, etc, etc”.

É bem contraditório esse assunto. O que vocês acham a respeito disso?

15
jan
10

Meu Verdadeiro e Impossível amor

Me lembro como se fosse ontem, dia 4 de Dezembro de 2008, primeiro dia no meu novo trabalho. Apresentações, beijos, apertos de mão, eu estava um pouco em nervoso nao vou negar, estava calor e eu estava de roupa social, o ar condicionado não estava muito bom então grandes janelas estavam abertas por todo andar e a briza batia nas minhas costas refrescando aquele calor que o nervosismo insiste em trazer. Conforme as pessoas iam passando eu ia tentando decorar seus nomes para não cometer nenhuma gafe ou ter que chamar alguém por algum outro nome… mas eram muitas pessoas pra essa cabecinha destraida lembrar, até que fui apresentado para (o que até então eu não imaginava) o homem que eu amo perdidamente até hoje (mais de 1 ano depois), lembrava de seu nome que soava armonicamente nos meus ouvidos e fui comprimentá-lo com um aperto de mão enquanto ele olhava nos meus olhos e falava “bem vindo” pra mim.

Depois de todas apresentações fui apresentado a minha mesa, muito próxima do cara que citei acima. Como era fim de ano tudo estava muito corrido, as pessoas, inclusive minha chefe, não tinha muito tempo para me dar atenção e como não tinha muito o que fazer, passava o tempo na internet, no café, tentando puxar uma conversa ou outra com alguém.

Alguns dias se passaram e em um dia específico anunciaram um corte de algumas pessoas na empresa e todo mundo ficou com aquele clima meio cabisbaixo, eu era novo de empresa então estava um pouco mais tranquilo em relação aquilo. Logo minha chefe chega pra mim e fala que eu iria mudar de lugar, advinha pra perto de quem? Do homem que eu amo (reforço que até então isso eu não sabia). Logo que sentei precisei de umas ajudas pra configurar uns negócios no computador e ele me ajudou, na verdade foi a primeira pessoa que me ajudou e falou comigo. Eu sentia sinceridade e bondade na voz dele, ele puxava assunto, conversava, ria, contava piada pra um total desconhecido (eu) que tinha acabo de chegar na empresa. Isso me fez refletir por alguns dias como foi legal da parte dele, de querer me integrar à equipe e me deixar a vontade, mas enfim…

Conforme conversamos durante os dias, descobri que ele morava perto de mim, não tão próximo, mas minha casa ficava no caminho pra dele, descobrimos do que gostavamos em comum ou do que não tinhamos em comum e pouco a pouco conforme os dias se passavam eu ficava mais próximo dele, apesar de ainda não ir almoçar com ele, nem com o grupo de amigos dele.

Ele tirou férias no final de janeiro / começo de fevereiro e eu realmente senti falta de poder conversar com ele, apesar de não conversarmos muito sobre nossas vidas particulares, eu gostava de conversar com ele até de assuntos de trabalho.

Em Abril, mudamos de prédio (pra um que o ar condicionado funcionava) e tivemos mais cortes na empresa, inclusive um outro amigo meu que ia almoçar comigo foi nessa leva, me restando então nenhuma pessoa pra almoçar… como eu ia almoçar no mesmo horario dele, já logo no primeiro dia ele me chamou pra ir almoçar com o grupo de amigos dele. Naquele momento não vou mentir que já não sentia algo por ele, mas algo muito pequeno ainda, apenas uma vontade de estar junto, perto e falando bobagem. Não hesitei em aceitar o convite apesar de estar sempre perguntando se os amigos dele não se importariam.

Conforme o tempo foi passando, fui “aceito” no grupo de amigos o qual faço parte hoje, onde todos namoram mulheres (menos eu, o único solteiro), e incrivelmente o meu sentimento por ele foi crescendo exponencialmente, até hoje se tornar um sentimento que é tão grande que não parece caber mais em mim. Me sinto com o coração na boca, e já faz 1 ano 1 mês e 11 dias que o conheço, vocês devem imaginar o quanto tempo 1 ano de sofrimento por amor isso é.

Por que ele é meu amor verdadeiro?
Já, no passado, gostei de outros caras, foram puras ilusões de amor, por pessoas que eu só conhecia de vista ou no máximo falava um oi no corredor da empresa. Corria pro orkut e descobria seus perfis onde sempre me debatia de cara com fotos de namoradas e depoimentos de amor de garotas. Mesmo assim continuava me iludindo achando que algum dia eu poderia ser algo mais pra essas pessoas e que no final descobri na verdade nem eram parecidos comigo, são pessoas totalmente diferentes do meu estilo de vida e que por algum momento cheguei a abrir mão da minha personalidade pra poder ter algo a mais… pura ilusão… desses todos casos acabei de afastando naturalmente, ou forçadamente trocando de empresa, e considero esses sentimentos como encerrados, vistos como pura bobagem.

Sobre o atual, conforme o tempo foi passando e fomos nos conhecendo melhor pude ver o quanto ele é um homem especial pra mim, ele é carinhoso, me trata diferente dos outros colegas da turma, pergunta se eu estou bem, me compra chocolate e apesar de não ser nenhum Brad Pitt, eu o acho muito bonito, seu rosto, seu lábio, e até seu cheiro me convida a apreciar ele como homem, o homem que eu queria passar o resto da minha vida amando =\

E por que esse amor é impossível?
Bem, conforme fomos nos conhecendo, obviamente a aliança na mão direita dele me informava um sinal vermelho pro que eu estava almejando. Ele namora com a mesma menina a 8 anos. Ele está agora comprando um apartamento e em breve quando tiver condições financeiras possivelmente irá casar com ela… Obviamente, já vi fotos dela no orkut e pra falar a verdade, e ser muito educado, ela está fora dos padrões de beleza da atualidade (se vcs me entendem), o que pra mim mostra mais ainda como ele é uma pessoa de caráter que vê coração e não o que a sociedade diz. Coisas simples me fazem amar ele cada dia mais.
Como já temos uma amizade mais forte, brinco com ele e algumas vezes dou umas indiretas, talvez não tão fortes a ponto dele perceber, mas trato ele diferente de todos os outros, e isso virou algo mútuo. Porém até hoje ele nunca deu a entender nada e sustenta seu status de heterosexual em nosso grupo de amizade, como todos outros, inclusive eu.

Como esse post já ficou gigantesco e dúvido que alguém vai ter coragem de ler tudo, vou deixar pra contar mais detalhes de como me sinto em outro tópicos que pretendo abordar aqui mas infelizmente esse sou eu, com uma depressão de mais de 1 ano, amando alguém que possívelmente nunca gostará de mim da mesma forma, quem já passou por isso sabe como nos sentimos um lixo de pessoa. Estou preso nesse momento e não consigo me libertar dele.

Vem muito mais história por ai!

AMO ELE MAIS QUE TUDO NESSA VIDA.

14
jan
10

Gay, Hetero, Bi?

Já percebeu como a sociedade adora por rótulo nas pessoas? Todos os dias somos enquadrados em diversos grupos e conforme novos vão sendo criados, mais rótulos vamos recebendo… Quem nunca ouviu alguém falar que alguém é “Metrosexual”, “Gay”, “Emo”, “Puta”, “Nerd” e milhões de nomes a mais. Não serei hipócrita pois apesar de eu tentar julgar ao mínimo as pessoas sem as conhecerem, eu também (a primeira vista) rôtulo as pessoas que vejo mas felizmente breve volto a minha consciência e penso que isso não é certo, afinal eu nem ao menos conheço essas pessoas.

Infelizmente, somos rotulados a cada momento em que nos deparamos com outra pessoa. Quem nunca ao sair de casa, no ônibus, mêtro, trem, no trânsito dentro do carro, no cinema não olhou pras pessoas ao redor, ou percebeu que alguém estava te olhando, ambos tentando imaginar como o outro é, como pensa, como vive, milhões de pensamento cruzando intensamente sua mente.

Eu mesmo já quebrei a cara muitas vezes (mas pelo menos aprendi). Já comentei com alguns amigos que não gostaria de fazer acadêmia pois me parece um lugar cheio de pessoas fúteis, garotos tentando ter 5x mais braço, e mulheres de meia idade achando que ainda dão pro gasto pra algum homem rico por ai, todos suando em um lugar que cheira a peido. ISSO mesmo, esse era meu pensamento sobre uma acadêmia, até perceber que meus julgamentos são falhos, já conheci muito cara bombado que é gente boa e não é um “pitboy” propriamente dito. Fui quebrando meus preconceitos um a um conforme fui crescendo, achei isso um experiência incrível da minha vida, e que compartilho com vocês.

Mas voltando ao assunto do título, não acredito que eu me inclua em nenhum desses 3 rótulos, não penso que sou homosexual, heterosexual, ou bisexual mas de qualquer forma esse último seria o termo menos inadequado se alguém quiser me rotular. Antigamente me interessava mais por mulheres, hoje mais por homens mas mesmo tendo essa indecisão não descarto a possibilidade de amar nem um nem outro, na minha visão amor não é definido por gêneros, sexo é bom de qualquer forma, independente de que gênero é seu parceiro. Toda essa história de sexualidade é uma manipulação da sociedade e das religiões para rotular e tentar diminuir as pessoas em relação a outras.

Não sou gay, não sou hetero, não sou bi. Eu sou eu, com um complexo sentimento por dentro chamado amor, que pode se expressar por um homem ou por uma mulher, independente do que qualquer um diga, o importante é estar feliz ao lado de uma pessoa que você ama e que ela te ame igualmente. Nada mais importa.

Coca ou Pepsi? Gosto dos 2, um dia tomo um, outro dia outro. Um dia gosto mais de um, outro dia mais de outro.
Gosto é gosto, você pode gostar apenas de um ou apenas de outro, com certeza é sua opnião… Não quero que ninguém passe a gostar dos 2 de uma hora pra outra, apenas gostaria que mais pessoas entendessem que indepedente do qual você toma, no fim das contas ambos são iguais…

14
jan
10

HELLO WORLD!

Olá Mundo, venho aqui me apresentar pra vocês pela primeira vez. Tenho adiado esse momento toda vez que sento na frente do computador mas como ultimamente tenho estado com o coração saltando da boca pra fora finalmente eu tomei coragem de começar a contar minha história.

Penso comigo que criar um blog para contar a história de como é ser um “falso heterosexual” perante todas as pessoas ao seu redor já tenha se tornado modinha, mas acho que tenho algo a mais a adicionar, ao expor minha vida… Infelizmente a história que quero contar pra vocês não é um conto de fadas, muito menos um filme com final feliz onde um amor bonito se encontrou e irá durar pela eternidade… Minha história até o momento é angustiante, cheia de falhas e retoques, mas é a realidade. Poderia aqui mentir e criar fatos que parecessem que tudo está ótimo mas esse não sou eu, não é o que sinto, então prefiro ter apenas poucos leitores do que muitos que lêem uma mentira.

Pretendo contar neste blog muita coisa que acontece nessa minha vida e também meu ponto de vista sobre muitas coisas, principalmente sobre os sentimentos e a forma com que vejo eles nesse mundo enorme em que vivemos (foto)… como é a vida de alguem que está preso no armário (apesar de eu não gostar dos jargões populares). AH!! OBS>> Eu não escrevo da forma mais correta, nunca fui o melhor aluno na aula de português, acredito que se de alguma forma eu me expressar e outra pessoa entender já é o suficiente, prometo que vou fazer o melhor pra organizar minhas idéias de formas que não fiquem confusas, me perdoem antecipadamente, essa cabeça vai longe demais nas ideias, o que muitas vezes gera uma confusão enorme dentro de mim, o blog pode até ajudar nisso, a eu poder me organizar e por pra fora tudo que sinto mesmo achando que se eu escrever tudo que sinto, daria muitos livros.

Por que eu mantive o título como “Hello World”? Trabalho na área de informática, e quem é da área sabe que tudo de novo que fazemos, brincamos com essa frase como pontapé inicial, nos próximos posts vocês vão entender como isso afeta diretamente o que sinto.

Como todo blogueiro, aguardo comentários! E até a próxima!

Sou apenas um Lúcido Sonhador.




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